terça-feira, 23 de junho de 2009

Chapoutier, a Touriga Nacional e o Douro…


Sim, é verdade, o Chapoutier está mesmo de pedra e cal no Douro… e veio para ficar! Depois de uma parceria inicial com Bento dos Santos na Estremadura, com o EX Aequo da Quinta do Monte d’Oiro, um lote de 75% Syrah e 25 % Touriga Nacional, editado pela primeira vez na colheita 2006, eis que a empreitada se estende agora ao Douro. A primeira edição irá nascer já este ano, com a vindima 2009!
A investida no Douro está a ser apregoada com fanfarra. Michel Chapoutier, como é seu timbre, não é parco em palavras quando descreve a monumentalidade do Douro e a excelência das variedades locais. Segundo Chapoutier, as duas razões fundamentais para investir no Douro foram os solos e as castas, numa região com alguns dos solos mais incríveis que conhece… e muitas das melhores castas do mundo. Chapoutier não dúvida em afirmar que a Touriga Nacional será, porventura, a melhor casta internacional, a que lhe dá mais prazer, aquela onde sente maior potencial.
Tanto assim que tem exercido uma pressão tremenda junto das autoridades francesas do INAO para o autorizarem a introduzir a Touriga Nacional em França, nas suas vinhas do Roussillon. Logo que consiga as necessárias licenças para a introdução das variedades portuguesas, garante que não hesita um segundo em arrancar as actuais vinhas de Cabernet Sauvignon… para plantar Touriga Nacional e Touriga Franca no seu projecto do sul de França. Exactamente as mesmas castas que serão encaminhadas para vinhas que possui na Austrália!
E nós por cá entretemo-nos a bicar e a maltratar a Touriga Nacional, com inúmeros artigos de opinião a criticar os seus excessos…

1 comentário:

Pingus Vinicus disse...

Rui, é mais uma questão de moda.
De um momento para o outro, a Touriga Nacional está em excesso e pedem outras castas.
Fica cansativo este rodopiar de tendências. "Umas vezes para um lado, outras vezes para o outro".

Um abraço